Este intervalito deve ter dado tempo para borrarem a fralda, continuemos.
Hoje foi dia de pediatra. Como a mamã teve um assunto importante no trabalho, hoje fui à consulta com o papá e a avó Antónia.
O consultório estava cheio de meninos e uma hora e um quarto depois de estar à espera, adormeci. Logo depois, acordaram-me. Acho cá uma piada.
Normal. Tudo normal. Peso, altura, birra porque tinha fome… normalíssimo.
Alguém me dê rapidamente a capacidade de fala! Eu gostava de saber porque cada vez que me habituo a uma coisa, o excelentíssimo doutor vem com novidades. Agora é a carne e depois o peixe.
Venham eles! Se bem desconfio, há-de sair tudo pelo mesmo sítio.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Papá, técnico infantil.
Bemmmmm. Que ausência! Mais dois dias e era um mesinho inteiro sem pôr aqui os pés. Ocupada? Não. Mas o papá sim. Agora é ele que está em casa a tomar conta de mim enquanto a mamã trabalha.
Por onde começar… primeirinha de todas, ele não faz as macacadas que a mamã faz, é mais recatado. Não fala tanto como a mamã, o que é aborrecido porque gosto de conversa. Vantagem? Dá mais colinhos e leva-me a passear de “varandinha” pelos centros comerciais.
Já vos disse que tenho um brinquedo novo, daqueles que rodo à volta mas a base está fixa ao chão? Tou a dizer agora, certo. Mas sabiam que tem montes de brinquedos diferentes com que me entreter e é só andar à roda para brincar com eles? Ok, ficaram a saber. Tou chata como as couves hoje. Intervalo.
Por onde começar… primeirinha de todas, ele não faz as macacadas que a mamã faz, é mais recatado. Não fala tanto como a mamã, o que é aborrecido porque gosto de conversa. Vantagem? Dá mais colinhos e leva-me a passear de “varandinha” pelos centros comerciais.
Já vos disse que tenho um brinquedo novo, daqueles que rodo à volta mas a base está fixa ao chão? Tou a dizer agora, certo. Mas sabiam que tem montes de brinquedos diferentes com que me entreter e é só andar à roda para brincar com eles? Ok, ficaram a saber. Tou chata como as couves hoje. Intervalo.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
BUUUU! Que susto de prendas!
A-a-a-atchim, santinho! Fantasminha constipado… lá, lá, lá, lá, lá. Adoooooooooro!
Fico vidrada naquela coisa. E que ganho no dia em que levo picas? O dvd do avô cantigas!
Agora é todo o dia a passar o fantasminha, brincalhão, constipado, a fazer pinotes, de cabeça para baixo, todo o santo dia! Foi a avó Antónia que ofereceu. Merece uma grande baba na bochecha.
Mais…
Cadeira!!! Sim, também tive direito a cadeira da papa nova! Bebéconfort. Laranja.
Sortuda. Duas picas, duas prendas e duas geringonças. As geringonças foram duas coisitas redondas, de plástico, para meter na boca. Sim, já cheguei lá: plástico não se come. Mas só sei depois de provar, ok?!
Fico vidrada naquela coisa. E que ganho no dia em que levo picas? O dvd do avô cantigas!
Agora é todo o dia a passar o fantasminha, brincalhão, constipado, a fazer pinotes, de cabeça para baixo, todo o santo dia! Foi a avó Antónia que ofereceu. Merece uma grande baba na bochecha.
Mais…
Cadeira!!! Sim, também tive direito a cadeira da papa nova! Bebéconfort. Laranja.
Sortuda. Duas picas, duas prendas e duas geringonças. As geringonças foram duas coisitas redondas, de plástico, para meter na boca. Sim, já cheguei lá: plástico não se come. Mas só sei depois de provar, ok?!
Dizem que é uma espécie de musculação
Tenho andado a fazer musculação. Principalmente nas coxas. Estão agora com um formato… MUSCULAÇÃO O TANAS!!! SÃO MAIS DOIS FUROS, DO TAMANHO DO BURACO DE OZONO, NAS MINHAS BELAS PERNAS, E QUE ME DEIXAM DOIS ENORMES, E DUROS, ALTOS NAS COXAS!
Façam as contas: 5 meses… picas! Sim, plural. Continuo, para além das predestinadas, a levar a vacina da Prevenar: é a segunda. Foi ontem que me levaram ao centro de saúde, de manhã, e à tarde foi vez de pediatra. Malandro. Deixei-lhe um belo de um presente e nem um obrigado!
Tirando a-raspartiça-da-constipação-que-o-meu-lindo-pai-me-pegou-e-que-lhe-agradeço-do-fundo-do-meu-nariz-entupidissimo, estou bem e recomenda-se. Peso, 6 e 800, altura, 64 ponto 5. Lindo não é? Não sou pequena, nem muito alta. Nem muito magra, nem muito, certamente, gorda. Novidade? O senhor excelentíssimo doutor pediatra disse que podia começar com as sobremesas. Veremos.
Façam as contas: 5 meses… picas! Sim, plural. Continuo, para além das predestinadas, a levar a vacina da Prevenar: é a segunda. Foi ontem que me levaram ao centro de saúde, de manhã, e à tarde foi vez de pediatra. Malandro. Deixei-lhe um belo de um presente e nem um obrigado!
Tirando a-raspartiça-da-constipação-que-o-meu-lindo-pai-me-pegou-e-que-lhe-agradeço-do-fundo-do-meu-nariz-entupidissimo, estou bem e recomenda-se. Peso, 6 e 800, altura, 64 ponto 5. Lindo não é? Não sou pequena, nem muito alta. Nem muito magra, nem muito, certamente, gorda. Novidade? O senhor excelentíssimo doutor pediatra disse que podia começar com as sobremesas. Veremos.
Sobre-a-mesa
Sim, é exactamente como o nome indica – sobremesa. Foi exactamente nesse local que ficou a maça passada, em cima da mesa, porque nesta babigota não entrou! Era suposto ser a primeira vez que comeria tal coisa, visto ter papá e mamã a observar e a filmar. Temos pena, fica para outro dia… ou outra fruta.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Paternidade em dez passos
Um extra. Esta é para os futuros papás.
Na hipótese de haver alguns pretendentes a progenitores a percorrer estas linhas, quero vos deixar uns pequenos conselhos para descobrirem se estão, realmente, preparados para essa função.
Primeiro que tudo, esqueçam todas as teorias preconcebidas, ponham de lado os livros de pediatria, maternidade e paternidade e apliquem-se nestes simples testes que se seguem.
Testar a paternidade em dez passos:
1- Mamãs: preparem-se para a maternidade vestindo o vosso roupão e pendurando um saco na zona da barriga. Enchem o saco com feijões, cerca de meio quilo cada mês, durante nove meses. Se puderem coloquem, de vez em quando, um telemóvel dentro do saco com a função de vibrar. Ao fim de nove meses, retirem apenas 10% dos feijões.
Papás: Abram uma nova conta e, todos os meses, transfiram metade do ordenado. Vejam até onde conseguem esticar a outra metade.
2 – Dia-a-dia: Entre as 17 e as 22 horas, coloquem um saco de roupa molhada ao colo e andem pela casa. Alterem o peso do saco com 4, 6 e 8 quilos. Às 22 horas, deitem-se na cama com o saco e ponham o despertador para a meia-noite. Antes da meia-noite, levantem-se e andem às voltas pela sala, com o saco ao colo, até cerca das 2 da manhã. Se não se lembraram de desligar o despertador entretanto, andem mais meia-hora. Ponham o despertador para as quatro horas. Se não conseguirem adormecer, vão beber um cházito e comer uma torradita. Às quatro, levantem-se e cantarolem, às escuras, até às 5. Despertador para as 6. Levantem-se e preparem pequeno-almoço e meio. Repitam durante seis anos sempre com boa disposição.
3 – Dar a papa: Tirem o miolo a uma melancia, façam-lhe um pequeno orifício lateral, mais ou menos do tamanho de uma bola de ping-pong, e suspendam-na no tecto com um bocado de fio. Façam balançar a melancia, enquanto tentam encher com uma colher, uma tigela de papa pelo pequeno orifício. Usem só metade da papa. Despejem o restante no colo.
4 – Vestir: Comprem um polvo e um saco de rede. Coloquem o polvo dentro do saco sem deixar nenhum braço de fora.
5 – Automóvel: Vendam o carro desportivo e comprem uma carrinha. Comprem um gelado de chocolate e guarde-o no porta-luvas. Enfiem uma moeda no leitor de DVD. Desfaçam um pacote de bolachas e espalhem pelo banco traseiro.
6 – Passeio: Agarrem em três sacos do lixo cheios. Saiam para a rua. Voltem a entrar. Saiam. Entrem de novo. Voltem a sair. Caminhem devagar ao longo da estrada e examinem, minuciosamente, todas as beatas, papéis e insectos que encontrem pelo caminho.
7 – Compras: Tentem levar uma cabra para o supermercado e soltem-na. Se pensam ter mais que uma criança, levem mais que uma cabra. Tentem apanhar o maior número de mercadorias sem perderem de vista as cabras e paguem tudo o que elas destruírem ou comerem.
8 – Aprendam o nome de todas as personagens dos desenhos animados actuais e cantem a letra completa de, pelo menos, 5 músicas infantis, enquanto tomam banho.
9 – Repitam tudo o que dizem pelo menos 3 vezes.
10 – Teste final (equivalente a doutoramento): Escolham um casal com filhos e censurem-lhes os métodos de disciplina. Façam-lhes sugestões sobre hábitos de sono, de comer e comportamento em geral. Esgotem todas as possibilidades até ouvirem um claro “não sabem o que é ter um filho!”.
Boa sorte.
Retirado e adaptado de "Preparar. Estar pronto! Gu-gu-da-da" em Selecções do Reader's Digest, Novembro de 1999.
Na hipótese de haver alguns pretendentes a progenitores a percorrer estas linhas, quero vos deixar uns pequenos conselhos para descobrirem se estão, realmente, preparados para essa função.
Primeiro que tudo, esqueçam todas as teorias preconcebidas, ponham de lado os livros de pediatria, maternidade e paternidade e apliquem-se nestes simples testes que se seguem.
Testar a paternidade em dez passos:
1- Mamãs: preparem-se para a maternidade vestindo o vosso roupão e pendurando um saco na zona da barriga. Enchem o saco com feijões, cerca de meio quilo cada mês, durante nove meses. Se puderem coloquem, de vez em quando, um telemóvel dentro do saco com a função de vibrar. Ao fim de nove meses, retirem apenas 10% dos feijões.
Papás: Abram uma nova conta e, todos os meses, transfiram metade do ordenado. Vejam até onde conseguem esticar a outra metade.
2 – Dia-a-dia: Entre as 17 e as 22 horas, coloquem um saco de roupa molhada ao colo e andem pela casa. Alterem o peso do saco com 4, 6 e 8 quilos. Às 22 horas, deitem-se na cama com o saco e ponham o despertador para a meia-noite. Antes da meia-noite, levantem-se e andem às voltas pela sala, com o saco ao colo, até cerca das 2 da manhã. Se não se lembraram de desligar o despertador entretanto, andem mais meia-hora. Ponham o despertador para as quatro horas. Se não conseguirem adormecer, vão beber um cházito e comer uma torradita. Às quatro, levantem-se e cantarolem, às escuras, até às 5. Despertador para as 6. Levantem-se e preparem pequeno-almoço e meio. Repitam durante seis anos sempre com boa disposição.
3 – Dar a papa: Tirem o miolo a uma melancia, façam-lhe um pequeno orifício lateral, mais ou menos do tamanho de uma bola de ping-pong, e suspendam-na no tecto com um bocado de fio. Façam balançar a melancia, enquanto tentam encher com uma colher, uma tigela de papa pelo pequeno orifício. Usem só metade da papa. Despejem o restante no colo.
4 – Vestir: Comprem um polvo e um saco de rede. Coloquem o polvo dentro do saco sem deixar nenhum braço de fora.
5 – Automóvel: Vendam o carro desportivo e comprem uma carrinha. Comprem um gelado de chocolate e guarde-o no porta-luvas. Enfiem uma moeda no leitor de DVD. Desfaçam um pacote de bolachas e espalhem pelo banco traseiro.
6 – Passeio: Agarrem em três sacos do lixo cheios. Saiam para a rua. Voltem a entrar. Saiam. Entrem de novo. Voltem a sair. Caminhem devagar ao longo da estrada e examinem, minuciosamente, todas as beatas, papéis e insectos que encontrem pelo caminho.
7 – Compras: Tentem levar uma cabra para o supermercado e soltem-na. Se pensam ter mais que uma criança, levem mais que uma cabra. Tentem apanhar o maior número de mercadorias sem perderem de vista as cabras e paguem tudo o que elas destruírem ou comerem.
8 – Aprendam o nome de todas as personagens dos desenhos animados actuais e cantem a letra completa de, pelo menos, 5 músicas infantis, enquanto tomam banho.
9 – Repitam tudo o que dizem pelo menos 3 vezes.
10 – Teste final (equivalente a doutoramento): Escolham um casal com filhos e censurem-lhes os métodos de disciplina. Façam-lhes sugestões sobre hábitos de sono, de comer e comportamento em geral. Esgotem todas as possibilidades até ouvirem um claro “não sabem o que é ter um filho!”.
Boa sorte.
Retirado e adaptado de "Preparar. Estar pronto! Gu-gu-da-da" em Selecções do Reader's Digest, Novembro de 1999.
Engatinhar na vida III
Que mais se passou até aos meus (quase) cinco meses?
7- Se há coisa que aborrece é perceber que existem milhares de coisas lá fora e estamos dependentes do carrinho ou do colo. O papá até colabora bastante com a “varandinha”, passeando-me pelos centros comerciais até eu tombar de sono.
Mas os meninos todos a brincar e eu népia. EU QUERO BRINCAR NO CHÃO!!!
8- Seguindo a necessidade anterior de brincar no chão, os pais bem tentam ensinar-me a todo o custo o “upa”. O “upa” é a definição recorrente para passar da posição horizontal para a vertical. Tem uma intermédia, que é o sentar, mas essa implica, muitas vezes, comer a sopa.
9- Já repararam naquela coisita, quadrada, que muda constantemente ao tocar noutra coisa rectangular e cheia de botões? Não consigo desviar os olhitos daquilo. Deixem que hei-de descobrir de que se trata e já vos informo.
10- Isto é um aviso muito sério! Algo me diz que a cama dos papás não é garantido. Yap, não me venham com esses olhos esbugalhados, o vosso futuro passa por dormir sozinhos na cama. Para o caso de pensarem que estou a brincar, tomem bem atenção: VÃO SUBSTITUIR A MÃMÃ E O PÁPÁ POR COISAS QUE PISCAM E FAZEM UM CHINFRIM QUE NÃO SE PODE… PELA CAMA TODA!!!
Vou deixá-los neste momento de pesar, não estou para aturar a berraria que deve agora haver por aí. Inté.
7- Se há coisa que aborrece é perceber que existem milhares de coisas lá fora e estamos dependentes do carrinho ou do colo. O papá até colabora bastante com a “varandinha”, passeando-me pelos centros comerciais até eu tombar de sono.
Mas os meninos todos a brincar e eu népia. EU QUERO BRINCAR NO CHÃO!!!
8- Seguindo a necessidade anterior de brincar no chão, os pais bem tentam ensinar-me a todo o custo o “upa”. O “upa” é a definição recorrente para passar da posição horizontal para a vertical. Tem uma intermédia, que é o sentar, mas essa implica, muitas vezes, comer a sopa.
9- Já repararam naquela coisita, quadrada, que muda constantemente ao tocar noutra coisa rectangular e cheia de botões? Não consigo desviar os olhitos daquilo. Deixem que hei-de descobrir de que se trata e já vos informo.
10- Isto é um aviso muito sério! Algo me diz que a cama dos papás não é garantido. Yap, não me venham com esses olhos esbugalhados, o vosso futuro passa por dormir sozinhos na cama. Para o caso de pensarem que estou a brincar, tomem bem atenção: VÃO SUBSTITUIR A MÃMÃ E O PÁPÁ POR COISAS QUE PISCAM E FAZEM UM CHINFRIM QUE NÃO SE PODE… PELA CAMA TODA!!!
Vou deixá-los neste momento de pesar, não estou para aturar a berraria que deve agora haver por aí. Inté.
Tempo de sopa
De volta. Foram quase umas férias.
Passemos às novidades. A sopita.
Ora bem, o que antes era branco, no mínimo bege, agora passou a laranja e verde. Sim, é a cor do alimento que agora me fazem comer. O primeiro dia foi complicado, não conseguia ingerir aquela coisa. Culparam a abóbora.
O segundo dia melhorou, a mamã tirou a abóbora, e já dei ares de tornar as coisas um pouco menos difíceis.
Hoje em dia, sopa é caracácá. Pois, além de papar tudo, gosto de por as mãos na colher e espalhar na cara, olhos e cabelo. Não me censurem. Tirando a agua e o leite é a primeira substância, mais ou menos sólida, que consigo sentir e apalpar com as manecas. Há que experimentar novas sensações. Certo?
Por esta altura, já me passou na língua batata, cenoura, abóbora, feijão verde e espinafres. Tou uma autêntica vegetariana!
A fralda é que sofre com os novos conteúdos. O aroma? Melhor nem comentar.
Passemos às novidades. A sopita.
Ora bem, o que antes era branco, no mínimo bege, agora passou a laranja e verde. Sim, é a cor do alimento que agora me fazem comer. O primeiro dia foi complicado, não conseguia ingerir aquela coisa. Culparam a abóbora.
O segundo dia melhorou, a mamã tirou a abóbora, e já dei ares de tornar as coisas um pouco menos difíceis.
Hoje em dia, sopa é caracácá. Pois, além de papar tudo, gosto de por as mãos na colher e espalhar na cara, olhos e cabelo. Não me censurem. Tirando a agua e o leite é a primeira substância, mais ou menos sólida, que consigo sentir e apalpar com as manecas. Há que experimentar novas sensações. Certo?
Por esta altura, já me passou na língua batata, cenoura, abóbora, feijão verde e espinafres. Tou uma autêntica vegetariana!
A fralda é que sofre com os novos conteúdos. O aroma? Melhor nem comentar.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Dia de vacina
Mas que vem a ser isto?! Sou alguma esponja de alfinetes?! Agora todos os meses vêm cá espetar agulhas!
Já começo a ficar aborrecida. Tá uma gaja bem disposta, a fazer gracinhas e tudo, e vai de por as pernas ao léu e pimba! Essa coisa DOI pá! E é sempre uma tipa de branco, muito discreta, que de repente me agarra a perna e toma lá pica!
Hoje, até foi antes do pequeno-almoço. De barriga vazia. Logo a seguir deram-me um brocas de 180 cl para compensar. Ok, fiquei agradecida, mas não pensem que eu me esqueço!
E o meu pai. Bem, se o apanho a jeito leva com um daqueles famosos bolçares, bem grandinhos e volumosos, de preferência na sua camisa preferida. Então não é que o malandro ainda pergunta – “ah, e tal, há uma vacina de um tal rotavírus que se compra…”. Mas, não chega a prevenar?! Será que o homem quer comprar todas as vacinas do mercado para me fazerem tiro ao alvo?! EU NÃO TENHO CULPA que ele não jogue “às setas” há muito tempo!!! E a mamã é cúmplice!!!
Cheira-me que alguém não vai dormir descansado esta noite. Sim, porque eu cá tenho as minhas estratégias de contestação. Aguardem.
Já começo a ficar aborrecida. Tá uma gaja bem disposta, a fazer gracinhas e tudo, e vai de por as pernas ao léu e pimba! Essa coisa DOI pá! E é sempre uma tipa de branco, muito discreta, que de repente me agarra a perna e toma lá pica!
Hoje, até foi antes do pequeno-almoço. De barriga vazia. Logo a seguir deram-me um brocas de 180 cl para compensar. Ok, fiquei agradecida, mas não pensem que eu me esqueço!
E o meu pai. Bem, se o apanho a jeito leva com um daqueles famosos bolçares, bem grandinhos e volumosos, de preferência na sua camisa preferida. Então não é que o malandro ainda pergunta – “ah, e tal, há uma vacina de um tal rotavírus que se compra…”. Mas, não chega a prevenar?! Será que o homem quer comprar todas as vacinas do mercado para me fazerem tiro ao alvo?! EU NÃO TENHO CULPA que ele não jogue “às setas” há muito tempo!!! E a mamã é cúmplice!!!
Cheira-me que alguém não vai dormir descansado esta noite. Sim, porque eu cá tenho as minhas estratégias de contestação. Aguardem.
Primeira papa II
A primeira papa sempre foi no sábado passado. Foi estranho mas muito engraçado. Há muito tempo que não tinha tanta gente a ver-me comer. Filmaram e tudo. Só tem um problema. O que antes levava cinco a dez minutos a comer, agora é quase meia-hora (ou mais, conforme a quantidade que escorrega da boca e tem que voltar para dentro). No geral, correu bem. Não fiz fita e até gostei. Comi foi só metade e, duas horas depois, já estava com uma fomeca se faz favor!
Aproveito para vos dar um conselho. Se não gostam da roupa que trazem vestida, a hora da papa é a melhor para tomar uma atitude. Quanto mais papa conseguirem lançar para fora do babete mais hipóteses têm de vos mudarem a roupa no final da refeição. Sejam equilibrados, não sejam porcos. Há que ter maneiras.
O segundo dia de papa foi bonito! É que eu não ando aqui há dois dias e já sei o que a casa gasta. Estava esganada de fome, e não é que me vêem com a papa outra vez. Primeiro que ficasse satisfeita tinha o estômago a resmungar durante um quarto de hora, pelo menos. Não me deixei ficar e fiz o choro pimento. È só berrar a plenos pulmões até ficares vermelha que nem um tomate. Neste caso, um pimento. Em cinco minutos tens um “brocas”, bem servido, à tua disposição.
A terceira papa, terceiro dia, correu melhor. Já comecei a perceber que lamber a colher, talvez, não seja o mais fácil, e correcto, para dar vazão à pratalhada de papa que me metem à frente. Melhorou. Já consegui dar conta de dois terços da dose.
Até agora, tenho alinhado nestas novidades, mas venham cá com a “gorda” novamente e vão ver como se faz uma greve a papas como deve ser. Inté.
Aproveito para vos dar um conselho. Se não gostam da roupa que trazem vestida, a hora da papa é a melhor para tomar uma atitude. Quanto mais papa conseguirem lançar para fora do babete mais hipóteses têm de vos mudarem a roupa no final da refeição. Sejam equilibrados, não sejam porcos. Há que ter maneiras.
O segundo dia de papa foi bonito! É que eu não ando aqui há dois dias e já sei o que a casa gasta. Estava esganada de fome, e não é que me vêem com a papa outra vez. Primeiro que ficasse satisfeita tinha o estômago a resmungar durante um quarto de hora, pelo menos. Não me deixei ficar e fiz o choro pimento. È só berrar a plenos pulmões até ficares vermelha que nem um tomate. Neste caso, um pimento. Em cinco minutos tens um “brocas”, bem servido, à tua disposição.
A terceira papa, terceiro dia, correu melhor. Já comecei a perceber que lamber a colher, talvez, não seja o mais fácil, e correcto, para dar vazão à pratalhada de papa que me metem à frente. Melhorou. Já consegui dar conta de dois terços da dose.
Até agora, tenho alinhado nestas novidades, mas venham cá com a “gorda” novamente e vão ver como se faz uma greve a papas como deve ser. Inté.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Mamã patetinho
Hoje deu-me para contar tudo. É a terceira vez que escrevo. Estava a pensar na mamã e não resisti contar.
A mamã anda doentita. Apareceu-lhe uma dor no barrigo (não é erro, eu já explico) e ficou desidratada. Teve que levar com duas botijas de soro! Ganda maluca!
Melhoras mamã.
Agora, o assunto que me trouxe de volta.
Dá-me a ligeira impressão que a mammy estava a espera de rapaz. Só pode. Como me parece ser uma pessoa inteligente e bastante lúcida, é a única conclusão a que chego. Então não é que ela troca as palavras femininas por masculinas! Ah, pois. Reparem:
- Massagem no barrigo;
- Mudar o fraldeco;
- Dá o pernoco;
- Lavar o orelho;
- Vestir o roupito;
- Toma o chucho.
Valha-me que por onde faço o xixi se chama pipoca!!!
Mas não se fica por aqui, tem mais coisas giras como:
- Não faz o zango ou não faz o zangar;
- Faz o sentar ou faz o levantar.
Vêem porque adoro a mamã? Porque ela é linda e faz o gracinho!
A mamã anda doentita. Apareceu-lhe uma dor no barrigo (não é erro, eu já explico) e ficou desidratada. Teve que levar com duas botijas de soro! Ganda maluca!
Melhoras mamã.
Agora, o assunto que me trouxe de volta.
Dá-me a ligeira impressão que a mammy estava a espera de rapaz. Só pode. Como me parece ser uma pessoa inteligente e bastante lúcida, é a única conclusão a que chego. Então não é que ela troca as palavras femininas por masculinas! Ah, pois. Reparem:
- Massagem no barrigo;
- Mudar o fraldeco;
- Dá o pernoco;
- Lavar o orelho;
- Vestir o roupito;
- Toma o chucho.
Valha-me que por onde faço o xixi se chama pipoca!!!
Mas não se fica por aqui, tem mais coisas giras como:
- Não faz o zango ou não faz o zangar;
- Faz o sentar ou faz o levantar.
Vêem porque adoro a mamã? Porque ela é linda e faz o gracinho!
Primeira papa I
Eu bem quero ver no que isto vai dar!
Hoje foi dia de pediatra e, aparentemente, tá tudo na boa (como diria aquele senhor da novela). Mas, a novidade foi a papa. Isso mesmo, amanhã faço quatro meses e começo a minha primeira refeição sólida. Ok, eu entro nessa, mas não gosto muito de surpresas no que toca a sabores. Já me bastou a mudança do peito para o biberão e, aparte a modéstia, portei-me como uma linda menina.
Ora, tudo estaria bem não fosse o Sr. Doutor mencionar vegetais. Sim, duas semanas depois, introduzir as sopas de vegetais. Introduzir o tanas! Apesar de não saber a que sabe a coisa, não me “cheira”. O que me cheira é que alguém vai ter mais roupa para mudar e lavar! A ver vamos.
Para finalizar, fica-me uma questão. Depois de apanhar o “bichinho” do natal, pergunto se aos quatro meses também há prendas?
Hoje foi dia de pediatra e, aparentemente, tá tudo na boa (como diria aquele senhor da novela). Mas, a novidade foi a papa. Isso mesmo, amanhã faço quatro meses e começo a minha primeira refeição sólida. Ok, eu entro nessa, mas não gosto muito de surpresas no que toca a sabores. Já me bastou a mudança do peito para o biberão e, aparte a modéstia, portei-me como uma linda menina.
Ora, tudo estaria bem não fosse o Sr. Doutor mencionar vegetais. Sim, duas semanas depois, introduzir as sopas de vegetais. Introduzir o tanas! Apesar de não saber a que sabe a coisa, não me “cheira”. O que me cheira é que alguém vai ter mais roupa para mudar e lavar! A ver vamos.
Para finalizar, fica-me uma questão. Depois de apanhar o “bichinho” do natal, pergunto se aos quatro meses também há prendas?
Quero sentar-me!
Fantástico! Têm ideia do que se pode fazer sentada? Primeiro que tudo, a vista é muito melhor, depois, se tivermos uns bonecos bem perto do nariz, podemos dar murros nos desgraçados até fazerem tlintlim. Só tem um problema, sentar-me sozinha. Pois, parece que quatro meses ainda são prematuros e ainda não tenho abdominais para me atirar para a frente. Sim, porque a cabeça, pescoço e ombros já ameaçam as minhas primeiras quedas de nariz no chão.
Mas o papá, que às vezes (poucas) até tem umas ideias, é o culpado disto. Desde muito cedo habituou-me a sentar-me no braço direito e com o braço esquerdo no meu peito deixava-me debruçar para a frente. Chamam-lhe “a varandinha” (no comments). Agora queixam-se que só estou bem nessa posição e faço um chavascal de todo o tamanho se estou posicionada de outra forma qualquer. Paciência. Ainda é só o começo…
Mas o papá, que às vezes (poucas) até tem umas ideias, é o culpado disto. Desde muito cedo habituou-me a sentar-me no braço direito e com o braço esquerdo no meu peito deixava-me debruçar para a frente. Chamam-lhe “a varandinha” (no comments). Agora queixam-se que só estou bem nessa posição e faço um chavascal de todo o tamanho se estou posicionada de outra forma qualquer. Paciência. Ainda é só o começo…
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Stress de pais
Coisa incrível. Sempre stressados. Criaturas engraçadas, acreditem.
Experimentem rir… não. Dêem gargalhadas! Vão poder observar as caricaturas mais giras e as figuras mais patetas.
Experimentem fazer uns sorrisos, dar duas ou três gargalhadas, fazer um beicinho e chorar até ficarem vermelhos. Acabam com dois pais a olhar um para o outro questionando - “não percebo o que ela quer”. Que comédia!!!
Mas não abusem. Correm o risco, de quando quiserem realmente algo, acabarem com a satisfação atrasada ou, em piores casos, trocada por outra que não era realmente necessária.
Eu acho que eles vingam-se nas “picas”. Não tenho a certeza.
Uma muito gira, vejam só. Mantenham-se sossegados e se vos der o “bicho” na babigota, sei lá, curtem as luzes do centro comercial e distraiam-se. Aguardem até os pais se sentarem com a papa deles à frente e então… BERREM! É os dois à pressa de fazerem o “brocas”e a decidirem quem vai comer a papa deles fria. Yap, que maldade. Mas compensa o frio que apanhamos depois na área dos congelados do hipermercado.
Finalmente, a hora do óó. Vocês sabiam que nos querem deitar e depois deixar-nos sozinhos a dormir?! Sabiam?!?! O meu estratagema é simples. Primeiro devem deixá-los loucos por não saberem em que posição nos apetece adormecer. Depois, aguentar o sono, o tempo suficiente até ser hora de outro “brocas”. Resultado? Mais um tempinho para o habitual arroto. Segundo, ficar despertos o suficiente para os manter por perto. Têm várias tácticas. Deixar cair a chucha de vez em quando e berrar ou, em casos extremos, borrem a fralda. Não se preocupem, o cheiro denuncia o facto muito facilmente.
Acreditem, quando acabar o massacre, e com alguma sorte, estarão tão cansados que são capaz até de adormecer primeiro ao vosso lado. Eh, eh, eh, e ainda acham que o nosso melhor brinquedo é a roca. São lindos estes papás!
Experimentem rir… não. Dêem gargalhadas! Vão poder observar as caricaturas mais giras e as figuras mais patetas.
Experimentem fazer uns sorrisos, dar duas ou três gargalhadas, fazer um beicinho e chorar até ficarem vermelhos. Acabam com dois pais a olhar um para o outro questionando - “não percebo o que ela quer”. Que comédia!!!
Mas não abusem. Correm o risco, de quando quiserem realmente algo, acabarem com a satisfação atrasada ou, em piores casos, trocada por outra que não era realmente necessária.
Eu acho que eles vingam-se nas “picas”. Não tenho a certeza.
Uma muito gira, vejam só. Mantenham-se sossegados e se vos der o “bicho” na babigota, sei lá, curtem as luzes do centro comercial e distraiam-se. Aguardem até os pais se sentarem com a papa deles à frente e então… BERREM! É os dois à pressa de fazerem o “brocas”e a decidirem quem vai comer a papa deles fria. Yap, que maldade. Mas compensa o frio que apanhamos depois na área dos congelados do hipermercado.
Finalmente, a hora do óó. Vocês sabiam que nos querem deitar e depois deixar-nos sozinhos a dormir?! Sabiam?!?! O meu estratagema é simples. Primeiro devem deixá-los loucos por não saberem em que posição nos apetece adormecer. Depois, aguentar o sono, o tempo suficiente até ser hora de outro “brocas”. Resultado? Mais um tempinho para o habitual arroto. Segundo, ficar despertos o suficiente para os manter por perto. Têm várias tácticas. Deixar cair a chucha de vez em quando e berrar ou, em casos extremos, borrem a fralda. Não se preocupem, o cheiro denuncia o facto muito facilmente.
Acreditem, quando acabar o massacre, e com alguma sorte, estarão tão cansados que são capaz até de adormecer primeiro ao vosso lado. Eh, eh, eh, e ainda acham que o nosso melhor brinquedo é a roca. São lindos estes papás!
Os pés!!! Ena, ena!
Se ainda não sabiam, aí têm a novidade. Os pés! Pois, estão lá ao fundo, logo a seguir à fralda, e ligeiramente parecidos com as mãos. Sim, têm cinco dedos em cada pé mas com uma forma diferente. Porquê? Não faço a mínima ideia! Ainda estou a tentar perceber. As mãos, como já sabem, servem para por na boca e chuchar, para além de agarrarem coisas. Os pés, ainda não consegui chuchar neles. Não percebo porque os metem tão longe! Mas achei uma utilidade! Batem nas coisas que nos colocam lá ao fundo e fazem um chinfrim fantástico. Até música dá!
Mas que sabor terão estas coisas? Argh, que ansiedade!
Mas que sabor terão estas coisas? Argh, que ansiedade!
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