segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Primeira papa II

A primeira papa sempre foi no sábado passado. Foi estranho mas muito engraçado. Há muito tempo que não tinha tanta gente a ver-me comer. Filmaram e tudo. Só tem um problema. O que antes levava cinco a dez minutos a comer, agora é quase meia-hora (ou mais, conforme a quantidade que escorrega da boca e tem que voltar para dentro). No geral, correu bem. Não fiz fita e até gostei. Comi foi só metade e, duas horas depois, já estava com uma fomeca se faz favor!
Aproveito para vos dar um conselho. Se não gostam da roupa que trazem vestida, a hora da papa é a melhor para tomar uma atitude. Quanto mais papa conseguirem lançar para fora do babete mais hipóteses têm de vos mudarem a roupa no final da refeição. Sejam equilibrados, não sejam porcos. Há que ter maneiras.
O segundo dia de papa foi bonito! É que eu não ando aqui há dois dias e já sei o que a casa gasta. Estava esganada de fome, e não é que me vêem com a papa outra vez. Primeiro que ficasse satisfeita tinha o estômago a resmungar durante um quarto de hora, pelo menos. Não me deixei ficar e fiz o choro pimento. È só berrar a plenos pulmões até ficares vermelha que nem um tomate. Neste caso, um pimento. Em cinco minutos tens um “brocas”, bem servido, à tua disposição.
A terceira papa, terceiro dia, correu melhor. Já comecei a perceber que lamber a colher, talvez, não seja o mais fácil, e correcto, para dar vazão à pratalhada de papa que me metem à frente. Melhorou. Já consegui dar conta de dois terços da dose.
Até agora, tenho alinhado nestas novidades, mas venham cá com a “gorda” novamente e vão ver como se faz uma greve a papas como deve ser. Inté.

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