segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Dia de vacina

Mas que vem a ser isto?! Sou alguma esponja de alfinetes?! Agora todos os meses vêm cá espetar agulhas!
Já começo a ficar aborrecida. Tá uma gaja bem disposta, a fazer gracinhas e tudo, e vai de por as pernas ao léu e pimba! Essa coisa DOI pá! E é sempre uma tipa de branco, muito discreta, que de repente me agarra a perna e toma lá pica!
Hoje, até foi antes do pequeno-almoço. De barriga vazia. Logo a seguir deram-me um brocas de 180 cl para compensar. Ok, fiquei agradecida, mas não pensem que eu me esqueço!
E o meu pai. Bem, se o apanho a jeito leva com um daqueles famosos bolçares, bem grandinhos e volumosos, de preferência na sua camisa preferida. Então não é que o malandro ainda pergunta – “ah, e tal, há uma vacina de um tal rotavírus que se compra…”. Mas, não chega a prevenar?! Será que o homem quer comprar todas as vacinas do mercado para me fazerem tiro ao alvo?! EU NÃO TENHO CULPA que ele não jogue “às setas” há muito tempo!!! E a mamã é cúmplice!!!
Cheira-me que alguém não vai dormir descansado esta noite. Sim, porque eu cá tenho as minhas estratégias de contestação. Aguardem.

Primeira papa II

A primeira papa sempre foi no sábado passado. Foi estranho mas muito engraçado. Há muito tempo que não tinha tanta gente a ver-me comer. Filmaram e tudo. Só tem um problema. O que antes levava cinco a dez minutos a comer, agora é quase meia-hora (ou mais, conforme a quantidade que escorrega da boca e tem que voltar para dentro). No geral, correu bem. Não fiz fita e até gostei. Comi foi só metade e, duas horas depois, já estava com uma fomeca se faz favor!
Aproveito para vos dar um conselho. Se não gostam da roupa que trazem vestida, a hora da papa é a melhor para tomar uma atitude. Quanto mais papa conseguirem lançar para fora do babete mais hipóteses têm de vos mudarem a roupa no final da refeição. Sejam equilibrados, não sejam porcos. Há que ter maneiras.
O segundo dia de papa foi bonito! É que eu não ando aqui há dois dias e já sei o que a casa gasta. Estava esganada de fome, e não é que me vêem com a papa outra vez. Primeiro que ficasse satisfeita tinha o estômago a resmungar durante um quarto de hora, pelo menos. Não me deixei ficar e fiz o choro pimento. È só berrar a plenos pulmões até ficares vermelha que nem um tomate. Neste caso, um pimento. Em cinco minutos tens um “brocas”, bem servido, à tua disposição.
A terceira papa, terceiro dia, correu melhor. Já comecei a perceber que lamber a colher, talvez, não seja o mais fácil, e correcto, para dar vazão à pratalhada de papa que me metem à frente. Melhorou. Já consegui dar conta de dois terços da dose.
Até agora, tenho alinhado nestas novidades, mas venham cá com a “gorda” novamente e vão ver como se faz uma greve a papas como deve ser. Inté.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Mamã patetinho

Hoje deu-me para contar tudo. É a terceira vez que escrevo. Estava a pensar na mamã e não resisti contar.
A mamã anda doentita. Apareceu-lhe uma dor no barrigo (não é erro, eu já explico) e ficou desidratada. Teve que levar com duas botijas de soro! Ganda maluca!
Melhoras mamã.
Agora, o assunto que me trouxe de volta.
Dá-me a ligeira impressão que a mammy estava a espera de rapaz. Só pode. Como me parece ser uma pessoa inteligente e bastante lúcida, é a única conclusão a que chego. Então não é que ela troca as palavras femininas por masculinas! Ah, pois. Reparem:
- Massagem no barrigo;
- Mudar o fraldeco;
- Dá o pernoco;
- Lavar o orelho;
- Vestir o roupito;
- Toma o chucho.
Valha-me que por onde faço o xixi se chama pipoca!!!
Mas não se fica por aqui, tem mais coisas giras como:
- Não faz o zango ou não faz o zangar;
- Faz o sentar ou faz o levantar.
Vêem porque adoro a mamã? Porque ela é linda e faz o gracinho!

Primeira papa I

Eu bem quero ver no que isto vai dar!
Hoje foi dia de pediatra e, aparentemente, tá tudo na boa (como diria aquele senhor da novela). Mas, a novidade foi a papa. Isso mesmo, amanhã faço quatro meses e começo a minha primeira refeição sólida. Ok, eu entro nessa, mas não gosto muito de surpresas no que toca a sabores. Já me bastou a mudança do peito para o biberão e, aparte a modéstia, portei-me como uma linda menina.
Ora, tudo estaria bem não fosse o Sr. Doutor mencionar vegetais. Sim, duas semanas depois, introduzir as sopas de vegetais. Introduzir o tanas! Apesar de não saber a que sabe a coisa, não me “cheira”. O que me cheira é que alguém vai ter mais roupa para mudar e lavar! A ver vamos.
Para finalizar, fica-me uma questão. Depois de apanhar o “bichinho” do natal, pergunto se aos quatro meses também há prendas?

Quero sentar-me!

Fantástico! Têm ideia do que se pode fazer sentada? Primeiro que tudo, a vista é muito melhor, depois, se tivermos uns bonecos bem perto do nariz, podemos dar murros nos desgraçados até fazerem tlintlim. Só tem um problema, sentar-me sozinha. Pois, parece que quatro meses ainda são prematuros e ainda não tenho abdominais para me atirar para a frente. Sim, porque a cabeça, pescoço e ombros já ameaçam as minhas primeiras quedas de nariz no chão.
Mas o papá, que às vezes (poucas) até tem umas ideias, é o culpado disto. Desde muito cedo habituou-me a sentar-me no braço direito e com o braço esquerdo no meu peito deixava-me debruçar para a frente. Chamam-lhe “a varandinha” (no comments). Agora queixam-se que só estou bem nessa posição e faço um chavascal de todo o tamanho se estou posicionada de outra forma qualquer. Paciência. Ainda é só o começo…

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Stress de pais

Coisa incrível. Sempre stressados. Criaturas engraçadas, acreditem.
Experimentem rir… não. Dêem gargalhadas! Vão poder observar as caricaturas mais giras e as figuras mais patetas.
Experimentem fazer uns sorrisos, dar duas ou três gargalhadas, fazer um beicinho e chorar até ficarem vermelhos. Acabam com dois pais a olhar um para o outro questionando - “não percebo o que ela quer”. Que comédia!!!
Mas não abusem. Correm o risco, de quando quiserem realmente algo, acabarem com a satisfação atrasada ou, em piores casos, trocada por outra que não era realmente necessária.
Eu acho que eles vingam-se nas “picas”. Não tenho a certeza.
Uma muito gira, vejam só. Mantenham-se sossegados e se vos der o “bicho” na babigota, sei lá, curtem as luzes do centro comercial e distraiam-se. Aguardem até os pais se sentarem com a papa deles à frente e então… BERREM! É os dois à pressa de fazerem o “brocas”e a decidirem quem vai comer a papa deles fria. Yap, que maldade. Mas compensa o frio que apanhamos depois na área dos congelados do hipermercado.
Finalmente, a hora do óó. Vocês sabiam que nos querem deitar e depois deixar-nos sozinhos a dormir?! Sabiam?!?! O meu estratagema é simples. Primeiro devem deixá-los loucos por não saberem em que posição nos apetece adormecer. Depois, aguentar o sono, o tempo suficiente até ser hora de outro “brocas”. Resultado? Mais um tempinho para o habitual arroto. Segundo, ficar despertos o suficiente para os manter por perto. Têm várias tácticas. Deixar cair a chucha de vez em quando e berrar ou, em casos extremos, borrem a fralda. Não se preocupem, o cheiro denuncia o facto muito facilmente.
Acreditem, quando acabar o massacre, e com alguma sorte, estarão tão cansados que são capaz até de adormecer primeiro ao vosso lado. Eh, eh, eh, e ainda acham que o nosso melhor brinquedo é a roca. São lindos estes papás!

Os pés!!! Ena, ena!

Se ainda não sabiam, aí têm a novidade. Os pés! Pois, estão lá ao fundo, logo a seguir à fralda, e ligeiramente parecidos com as mãos. Sim, têm cinco dedos em cada pé mas com uma forma diferente. Porquê? Não faço a mínima ideia! Ainda estou a tentar perceber. As mãos, como já sabem, servem para por na boca e chuchar, para além de agarrarem coisas. Os pés, ainda não consegui chuchar neles. Não percebo porque os metem tão longe! Mas achei uma utilidade! Batem nas coisas que nos colocam lá ao fundo e fazem um chinfrim fantástico. Até música dá!
Mas que sabor terão estas coisas? Argh, que ansiedade!